quinta-feira, 19 de maio de 2011

Profissão de Jornalista

Talita Oliveira

Há quase 20 anos vivo das palavras, mais especificamente do jornalismo. Estudei em redações do Acre, Amapá, Fortaleza e Florianópolis. Mas o grande mestre mesmo esteve sempre em casa. Foi com o Elson Martins, meu pai, que aprendi o que é e como se faz jornalismo. Mais do que técnica, ele ensinou-me a ética e o compromisso com a profissão, legado que tenho orgulho de carregar.

Jornalista apaixonado pela Amazônia, Elson acompanhou, no Acre, os conflitos da década de 70; foi fundador do Varadouro e viu de perto a implantação do Programa de Desenvolviemento Sustentável do Amapá, no governo de João Alberto Capiberibe. De volta ao Acre em meados dos anos 2000, ele continua cultivando sementes de sonhos pela floresta e toda a acreanidade que emana dela e do povo de sua terra.

Sobre escrever, ele diz que "para mim é uma forma de contornar as dificuldades que eu tenho de lidar com o mundo, com as pessoas (...)". A declaração foi dada à revista outraspalavras em outubro de 2001. A entrevista, postada hoje no blog do jornalista, integra um livro que está prontinho para ser publicado! Para ler a íntegra da entrevista clique aqui.

5 comentários:

Montezuma disse...

Conhecer mais do antigo cotidiano desse cidadão émotivo de honra e alegria. Vássia, sou grato pela oportunidade dever e rever o Elson que conheci e conheço há mais de30 anos.

Marcos Afonso disse...

Este é o meu mestre... Minha referência ética e o melhor jornalista da Amazônia! ...E meu compadre!

W. Marinho disse...

Sou amapaense. Elson sempre foi próximo do meu primo Ernani Marinho, seu contemporâneo. Lá em Macapá, durante o ginásio, acompanhava o trabalho dele por intermédio da Djanira, que estudou comigo no IETA e era cunhada dele. Depois que migrei para Belém, onde conclui o estudo superior, nós nos perdemos um do outro. Muitos anos depois, quando eu já estava morando em São Paulo, nos reencontramos novamente e foi aí que a amizade se estreitou de vez. Vira e mexe, sempre que ele vem a Sampa, a gente toma uns chopes, passeia, redescobre a cidade. Eu registro tudo na minha câmara fotográfica e assim vamos deixando recordações de um dos maiores jornalistas que o nosso país já produziu. Elson Martins, grande companheiro. Sua simplicidade faz dele um ser humano ainda maior. Saber que ele permanece na luta, muito me honra e conforta, num Brasíl tão carente de exemplos de vida com o Elson, sem favor nenhum, É!

Tião Maia disse...

Vassinha (se é que vc. me permite o dimnuitivo carinhoso...);
Venho aqui agradecido e comovido pela citação e informação sobre o material que fiz com a Cecé (o caso do papel reciclado dos sacos de cimento). Gostei de saber que o trabalho da nossa aniga está despertando interesses.
Mas escrevo também para falar do nosso querido Elson Martins. Não sei se vc. sabe, mas, lá pelo final dos anos 80, você e ele me colocaram numa bela saia justa. O Elson e o Sílvio (Martinelo, então edior e hoje diretor e dono do jornal A Gazeta, do Acre)me colocaram como coordenador de um grupo de "foquinhas", você incluída (e não cito todas porque algumas já não estão entre nós...). Ao final de um determinado período, eu tinha a responsabilidade de apontar duas ou três que tivessem, no dizer deles, "aptidão" para o jornalismo. No meio daquele grupo, apareceram duas ou três que realmente escreveriam, você incluída. Quando levei ainformação ao Elson, temi que ele pudesse achar que a indicação de seu nome pudesse parecer algum tipo de média em relação a ele, que era o diretor do jornal. Quando eu disse que a Vássia era a daquele grupo que melhor escrevia, o Elson me olhou, emocionado, como quem dissesse: "Disso eu já sabia...", e recebeu a notícia daquele seu jeito, meio frio, meio seco, mas, imagino eu, com o coração ardendo por dentro.
Você, minha querida Vássia, em relação a seu pai, não é a cópia, a seguidora, "O Elson de saias", como o lugar comum aconselha dizer. Pelo contrário. Você não o segue. Você é o próprio Elson, no talento, na ética, no mesmo amor desmedido ao Acre, às coisas belas da Amazônia...
Das coisas das quais muito me orgulho, uma delas é ter tido, lá atrás, quando você era apenas uma menina, a oportunidade de dividir algumas esperanças contigo, e de ser, mesmo com divergências aqui e ali, amigo de seu pai.
Aceite um beijo deste velho (em todos os sentidos) amigo. Tião Maia.

Vássia Silveira disse...

Tião, meu velho amigo e professor, até hoje lembro do lead de uma de minhas primeiras matérias publicadas: aquela da praça que, graças ao seu talento e boa vontade em me ajudar,ficou ao gosto do poeta... Aprendi muito com você na redação (eu tinha só 15 anos!! rsrs) e guardava grande admiração por suas reportagens e uma certa inveja por sua com as olivettis e as palavras! É claro que você pode, sim, me chamar de vassinha rsrs Beijo grande.